terça-feira, janeiro 31, 2006

O sopro frio do vento moído
é o movimento sem gente, consentido,
de sabedoria e desgraça ao mesmo tempo
que me invade numa literatura sem tempo.

Que dor, que cólicas, que tristeza.
Que dor, que cólicas, que tristeza.
Que dor, que cólicas, que tristeza.
Esvaio-me aos pingos para aqui
e espero por ti
que em mim não és
nem poderias ser, sem me conhecer
ou sequer existir.

Raios, diabo, caramba.
Quem sou? Este ar que se desaba...
é o vento gélido dum moinho soprado
até mim em vontades estagnado.

Círculos, piruetas e uma atmosfera
absurda e asceta de sofrida
sem motivo, de quê, ou ilusão.
Regurgito palavras e numa esfera
sem gente, consentida,
invado-as repentino sem motivo vão.

E tu, onde estás?
Que é de ti......

Escusas de te ir embora,
lá porque não existes...

Onde estás? MAS ONDE ESTÁS??????